Com a vinda das marcas chinesas, a concorrência fica mais acirrada e encoraja investimentos
Com seu plano de entrar em mercados onde não existe resistência à sua expansão, as montadoras chinesas vêm aos poucos para o Brasil. Ao mesmo tempo, divulgam altos investimentos e pressionando marcas tradicionais a diminuírem seus preços.
Das dez maiores fabricantes presentes no país, sete perderam participação no mercado. Ao mesmo tempo, as chinesas BYD e GMW aumentaram em 1,2% sua fatia, ficando à frente das marcas Volvo, Audi e Mercedes.
As duas fabricam apenas carros elétricos ou híbridos. A BYD já se posicionou oficialmente ao afirmar que seu principal objetivo é estar entre as marcas mais vendidas no Brasil nos próximos anos, superando marcas já conceituadas por aqui.
Globalmente, a BYD está próxima de ultrapassar a Tesla em volume de vendas de carros elétricos. No Brasil, a BYD pretende fabricar regionalmente e adquiriu a antiga fábrica da Ford na Bahia. Até o momento, seu investimento foi de R$ 3 bilhões.
A batalha por preços
Mesmo apenas importando seus modelos para cá, a BYD já incomodou a concorrência com seu harch Dolphin. Seu preço é de R$ 149,8 mil e soma mais de 3 mil unidades vendidas. Com a vinda do modelo chinês, a Renault reduziu em R$ 10 mil o preço do seu Kwid elétrico, chegando a diminuir em R$ 16,5 mil em novembro. A BYD também forçou os preços para baixo das concorrentes JAC e Chery.