Carro elétrico costuma chamar atenção pela economia no uso diário. Mas existe um detalhe que muita gente ainda não conhece e que pode deixar essa conta ainda mais interessante: a Tarifa Branca.
Essa modalidade de energia elétrica existe no Brasil desde 2018 e funciona de um jeito diferente da tarifa comum. Em vez de cobrar o mesmo valor pela energia durante todo o dia, ela varia conforme o horário de consumo.
Na prática, usar energia em horários de menor demanda pode sair mais barato. E, para quem tem carro elétrico ou híbrido plug-in e consegue programar a recarga para a madrugada, isso pode representar uma boa economia.
Como funciona a Tarifa Branca?

A lógica é simples: nos horários em que muita gente está usando energia ao mesmo tempo, como no início da noite, o valor do kWh fica mais caro. Já em horários de menor consumo, como durante a madrugada, a energia pode ficar mais barata.
Por isso, a Tarifa Branca pode fazer sentido para quem consegue concentrar parte do consumo fora dos horários de pico.
No caso dos carros elétricos, isso é ainda mais interessante porque a recarga doméstica geralmente pode ser programada. Ou seja, o motorista pode deixar o veículo conectado e configurar o carregamento para acontecer no período mais barato.
A economia depende da rotina
Apesar de parecer vantajosa, a Tarifa Branca não é automaticamente boa para todo mundo. Ela depende muito dos hábitos de consumo da casa.
Se a residência usa muita energia justamente nos horários de pico, com chuveiro, ar-condicionado, máquina de lavar, forno elétrico e outros equipamentos, a conta pode acabar ficando mais cara.
Por outro lado, para quem consegue deslocar o consumo para horários alternativos, especialmente de madrugada ou nos fins de semana, a modalidade pode ajudar a reduzir gastos.
Por isso, antes de aderir, é importante analisar a rotina da casa e entender se os horários combinam com esse modelo de cobrança.
Carro elétrico exige planejamento

Esse assunto mostra uma coisa importante: ter um carro elétrico não é apenas trocar o posto de combustível pela tomada.
A rotina muda. O motorista precisa pensar em onde carregar, quando carregar, quanto custa a energia, qual é a autonomia e se a infraestrutura da casa está preparada para receber esse tipo de veículo.
Assim como acontece com qualquer carro, o custo não termina na compra. Ele continua no uso, na manutenção, na energia e nos cuidados do dia a dia.
Tecnologia também precisa de proteção
Carros elétricos e híbridos plug-in estão cada vez mais presentes no Brasil. Eles trazem economia, tecnologia e uma nova forma de pensar a mobilidade.
Mas, mesmo sendo modernos, continuam expostos aos mesmos riscos das ruas: colisões, roubo, furto, danos a terceiros, panes e imprevistos no trajeto.
Por isso, além de pensar em economia na recarga, também vale pensar em segurança e proteção para o veículo.
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