Desde julho de 2026, carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in importados voltaram a pagar 35% de imposto de importação no Brasil. A mudança pode impactar os preços dos eletrificados vendidos no país, mas esse efeito não será igual para todas as marcas.
Isso acontece porque a regra diferencia os veículos que chegam prontos do exterior daqueles que vêm desmontados ou semidesmontados para montagem nacional. Os modelos importados completos passam a pagar a alíquota cheia, enquanto veículos montados no Brasil podem ter condições diferentes dentro das regras previstas.
Por que o imposto subiu?
A alta faz parte de uma estratégia para incentivar a produção nacional. A ideia é fazer com que as montadoras não apenas tragam carros prontos de fora, mas também invistam em fábricas, montagem local, empregos e desenvolvimento da cadeia automotiva no Brasil.
Na prática, marcas que dependem mais da importação podem sentir maior pressão nos custos. Já empresas que apostam na montagem nacional podem ter mais espaço para manter preços competitivos.
Isso significa carro mais caro?

Não necessariamente de imediato. As marcas podem usar estoques antigos, fazer promoções, reduzir margens ou ajustar versões antes de repassar o aumento ao consumidor.
Mesmo assim, quem pretende comprar um eletrificado precisa ficar atento. Além do preço, vale observar garantia da bateria, custo de manutenção, rede de atendimento, peças, autonomia e suporte da marca no Brasil.
Comprar bem também é proteger bem
Os eletrificados estão ganhando espaço e mostram como o mercado automotivo está mudando. Mas, mesmo com mais tecnologia, os riscos da rotina continuam: colisão, roubo, furto, danos a terceiros, panes e imprevistos no trânsito.
Por isso, além de pesquisar preço, imposto e tecnologia, também é importante pensar em proteção.
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