A tecnologia chegou de vez às estradas. Em São Paulo, radares com inteligência artificial começaram a identificar infrações que vão além da velocidade.
Nos trechos Sul e Leste do Rodoanel Mário Covas, os novos equipamentos passaram por um período de testes e registraram quase 5 mil infrações. A maioria dos casos envolvia falta do cinto de segurança e uso do celular ao volante.
Agora, essas imagens já podem ser usadas pela Polícia Militar Rodoviária para aplicar multas.
Como funciona esse novo radar?

Diferente dos radares comuns, que geralmente medem a velocidade do veículo, esses equipamentos usam câmeras de alta definição, sensores infravermelhos e inteligência artificial para analisar o comportamento dos ocupantes dentro do carro.
Na prática, o sistema registra imagens dos veículos que passam pela via e a inteligência artificial ajuda a identificar possíveis irregularidades, como motorista segurando o celular ou pessoas sem cinto de segurança.
O infravermelho permite que o equipamento funcione mesmo em diferentes condições de luz, inclusive à noite. Já a câmera de alta definição ajuda a captar detalhes importantes do interior do veículo.
Mas isso não significa que a multa seja aplicada automaticamente só porque a inteligência artificial apontou uma infração. As imagens passam por análise da Polícia Militar Rodoviária antes da autuação. Ou seja, a tecnologia faz a triagem, mas a confirmação ainda depende de validação humana.
O radar não olha só para a placa
Esse é o grande diferencial.
Enquanto muitos motoristas associam radar apenas à velocidade, esse tipo de equipamento consegue identificar atitudes que acontecem dentro do veículo e que aumentam o risco de acidentes.
Entre os principais exemplos estão o uso do celular ao volante e a falta do cinto de segurança. São hábitos que parecem pequenos, mas que podem ter consequências graves.
Mexer no celular por poucos segundos pode ser suficiente para perder a atenção do trânsito. Já o cinto, além de obrigatório, é um dos itens mais importantes para reduzir o risco de ferimentos em caso de colisão.
O trânsito está mais vigiado
Esse tipo de radar mostra que a fiscalização está mudando.
Não basta reduzir a velocidade perto do equipamento. Agora, o comportamento do motorista também pode ser observado. Isso reforça algo simples: dirigir com responsabilidade precisa acontecer durante todo o trajeto, não apenas quando existe um radar por perto.
Usar o cinto, manter o celular longe das mãos, prestar atenção no caminho e respeitar as regras são atitudes básicas, mas que fazem muita diferença.
Cuidado nunca sai de moda
A tecnologia pode até ajudar a fiscalizar, mas a responsabilidade continua sendo de quem está ao volante.
No fim das contas, dirigir bem é fazer o básico com atenção: respeitar as regras, evitar distrações e cuidar de quem está dentro e fora do veículo.
E como imprevistos também fazem parte do trânsito, contar com proteção veicular é uma forma de não enfrentar tudo sozinho quando algo sai do controle.
Na UB, você conta com proteção contra roubo, furto, colisão, danos a terceiros e assistência 24 horas.
Porque no trânsito, cuidado nunca é demais.


